Hoje é dia de óculos, bebê! - cobertura Rock In Rio 2011
- 16 de mar. de 2014
- 4 min de leitura
Revista View, novembro 2011
A VIEW pega emprestado o bordão cunhado durante o Rock in Rio e o adapta à sua maneira para mostrar que os óculos foram sucesso no festival que ocorreu no Rio de Janeiro por sete dias, nos finais de semana de 23 de setembro a 2 de outubro. De Elton John a Stevie Wonder, passando por Herbert Vianna e muitos outros, vários usuários icônicos de óculos marcaram presença nesta versão 2011 do evento.
Dentre as passagens memoráveis da versão 2011 do Rock in Rio, realizada durante os fins de semana de 23 de setembro a 2 de outubro, uma se celebrizou e de imediato tornou-se um bordão adotado por muita gente. A autora da façanha é a atriz global Cristiane Torloni em entrevista ao canal de tevê a cabo que transmitia a atração. Quando a apresentadora Luiza Micheletti perguntou sua opinião sobre o evento, a Tereza Cristina da novela global Fina Estampa, não pensou duas vezes e soltou a pérola: “hoje é dia de rock, bebê!”, visivelmente alterada.
Em questão de minutos, a frase se reproduzia vorazmente em redes sociais, sites e outros meios de comunicação. Com isso, cada um elegia o tema para seu dia e terminava com o vocativo “bebê”. Como a nossa praia são óculos e os óculos foram presença garantida no festival, a gente se apropria da frase de Cristiane e fazemos à nossa maneira para mostrar os melhores looks do evento.
Festivais como esse comprovam o amor dos músicos pelos óculos, seja para compor seus looks, para criar estilo, para esconder a timidez diante do público ou ainda para proteger-se das luzes.
No Rock in Rio 2011, uma boa (e célebre) parte não abriu mão dos óculos, sem falar que esta edição do festival recebeu duas das mais icônicas figuras do universo musical quando o assunto são óculos: ninguém menos que o britânico Elton John e o norte-americano Stevie Wonder.
Sem falar no vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna, banda que estourou no primeiro Rock in Rio, em 1985, exatamente com o hit Óculos - na época, o modelo redondinho de acetato colorido usado por Vianna também se tornou um hit de vendas e revolucionou os rostos dos jovens da época, tanto quanto a canção que entoava que “por trás dessa lente tem um cara legal...”.
Rock In Rio: como tudo começou
Na edição 2011 do festival, a Cidade do Rock, situada em Jacarepaguá, zona oeste carioca, recebeu 25 apresentações diárias em quatro palcos (Eletrônica, Mundo, Rockstreet e Sunset) nos sete dias de evento. O público continua grandioso, com cerca de 700 mil pessoas, mas ainda bem distante da primeira versão do evento, em 1985, que ultrapassava o célebre festival inglês Glastonbury e levava o posto de maior do mundo, com público de 1,38 milhão.
Até o começo da década de 80, eram raros os artistas internacionais que se aventuravam em solos brasileiros. Os tempos eram outros: além dos produtores que não eram ousados o suficiente para apostar em grandes shows, o país estava no auge da transição da ditadura para democracia. Por conta disso, os jovens da época estavam sedentos por qualquer tipo de manifestação de liberdade que até então era censurada. Foi então que Medina resolveu realizar um evento de proporções jamais vistas, com o estilo musical mais transgressor de todos: o rock.
idade do RockPor mais que shows em estádios de futebol sejam comuns hoje em dia, a situação nos anos 80 era bem diferente. À exceção de Frank Sinatra, que conseguiu lotar o Maracanã em 1980, o próprio governo parecia criar barreiras para qualquer artista, por mais famoso que fosse.
Em 1981, o Queen já estava com apresentação fechada para tocar no Maracanã, quando reza a lenda que o então governador Chagas Freitas vetou tudo por puro capricho. Não é difícil imaginar a reação das autoridades ao saberem que uma verdadeira cidade de 250 mil metros quadrados estava sendo construída atrás do autódromo de Jacarepaguá.
O governador Leonel Brizola tentou vetar a realização do evento porque a Artplan, agência de publicidade de Roberto Medina, havia produzido a campanha política de um de seus concorrentes. Não fosse a intervenção do senador Tancredo Neves, que telefonou pessoalmente para Brizola impondo a realização do Rock in Rio, o festival não teria ocorrido. O então governador não se deu por satisfeito e, após o término da primeira edição, decretou a demolição da cidade a fim que o terreno fosse reintegrado ao patrimônio do estado.
Diante desses atropelos, a segunda edição do evento foi marcada para 1991, no estádio do Maracanã, cujo gramado foi adaptado para receber o palco e os espectadores (700 mil pessoas, nove dias de evento e astros como Prince, George Michael, New Kids on the Block, INXS, Billy Idol, Sepultura, A-Ha e Guns N’Roses).
Em meados do ano 2000, a Cidade do Rock começou a ser reconstruída no mesmo terreno, com a inédita capacidade de 250 mil pessoas por dia. Ao fim dos sete dias de rock em janeiro do ano seguinte, mais pedras voltaram ao rolar no terreno da cidade - dessa vez, para torná-lo uma das sedes das Olimpíadas de 2016.
Para essa quarta edição, a prefeitura do Rio construiu em parceria com Medina o Parque Olímpico Cidade do Rock, que será mantido para lazer da população e para as próximas edições do festival.






















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