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Beleza sustentável: você pratica?

  • 17 de mar. de 2014
  • 5 min de leitura

NATURA COCRIANDO, MAIO 2015

Sem abrir mão do que você gosta, você fica mais bonit@ e ainda ajuda o meio ambiente!

Hidratante, creme para a mão, para o cabelo, para o rosto... Já reparou quantos produtos de beleza você usa por dia? Sem falar naqueles que estão lá, escondidinhos no armário, mas você nem usa ou comprou porque a embalagem era bonita. Muita coisa? Não se as-suste. O Brasil faz parte do terceiro maior mercado de cosméticos do mundo - atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos - e vamos combinar, não há nenhum problema nisso. Afinal, quem não quer ficar mais bonito e saudável? A questão aperta quando a gente compra e compra mas esquece de pensar como aquele produto foi feito onde para onde aquela em-balagem vai quando a gente não for usar mais. É aí que entra a beleza sustentável.


Não que a gente não se preocupe com o meio ambiente, mas precisamos de um certo empurrãozinho para fazer escolhas ‘verdes’. Por que levamos sacolas reutilizáveis para o mercado? Reduz o uso daquelas tradicionais de plástico que demoram séculos para se decompor, mas também porque em algumas cidades como São Paulo e Belo Horizonte elas não estão mais sendo distribuídas de graça. Compramos frutas e verduras orgânicas porque contém menos agrotóxico, mas também porque o sabor é muito melhor. Mas quando se trata de produtos de beleza muita gente ainda fica com o pé atrás, seja porque tem medo de um cosmético ‘verde’ não ser tão eficiente ou só por não se ligar que beleza sustentável é um mix de escolas e atitudes conscientes.



NATURAL OU ORGÂNICO?

Na teoria os produtos sustentáveis são menos agressivos à natureza e ao nosso corpo por usarem matérias-primas naturais, ou seja, sem corantes e derivados de petróleo (como nos produtos da linha Bio!), além de serem produzidos de maneira consciente e sem testes em animais. Até aí, é fácil de entender. Mas e quando aparecem rótulos do tipo “este pro-duto é natural”, “tal creme é orgânico”. Você sabe o que isso quer dizer?


Vamos lá. Para um cosmético ser considerado natural é preciso que a composição tenha em torno de 80% de matérias-primas vegetais. Além disso, os ingredientes não podem ter

sido significativamente modificados em sua forma original. O restante da fórmula pode con-ter ativos sintéticos, como corantes e conservantes. A boa notícia é que alguns ativos po-dem ser mais poderosos do que aqueles sintetizados em laboratórios. Tipo aquelas receitas de hidratação pro cabelo que a sua vó te passou.


Os cosméticos orgânicos são diferentes. Nada de corantes artificiais, parabenos ou testes em animais. Conservantes? Só se forem óleos essenciais. Tanto cuidado na produção au-menta um pouco o custo do produto, mas os efeitos compensam a longo prazo.


O interessante é que, durante o processo de produção, dá para incluir produtos orgânicos nos cosméticos naturais. Nos perfumes, por exemplo, é possível trocar o álcool normal pelo orgânico, que é álcool do mesmo jeito, mas é cultivado em canaviais sem queimadas, agro-tóxicos ou adubos químicos. Aí você pode se perguntar “será que um perfume feito dessa forma vai durar na minha pele? ” É claro que sim! Tanto que, desde 2010 todos os perfumes da Natura trocaram o álcool normal pelo orgânico. Você pode nem ter reparado, mas a natureza, sim!



TESTES EM ANIMAIS? NEM PENSAR!

De remédios a cosméticos, todo mundo já ouviu falar dos testes em animais que são feitos antes de vender as novidades por aí. A prática está acabando aos poucos, mas ainda tem muita empresa que teima em usar os bichinhos como cobaia para ‘garantir que o produto seja seguro’, mesmo com técnicas modernas de pesquisa com um efeito muito melhor, já que testes no corpo de um rato são bem menos confiáveis do que aqueles feitos com célu-las humanas, produzidas a partir de células-tronco.


Aliás, você sabe como as cobaias são usadas? Nada de passar um creminho na rosto de um coelho pra ver se dá alguma alergia. Por causa dos olhos grandes, os coelhos são mais usados para testar irritações oculares. Pra deixar os olhinhos deles abertos, é simples: co-locam clipes de metal nas pálpebras. E os produtos geralmente causam assim, uma certa irritação. Tanto que imobilizam o coelho para garantir que eles arranquem os próprios olhos de dor. No final, o bichinho é sacrificado para análise dos efeitos das substâncias em seu organismo.

Lá fora, marcas como La Prairie, Nars e Marc Jacobs Beauty já deixaram essa prática de lado. Aqui no Brasil, a Natura não faz testes em animais desde 2006.

Bom, agora você já sabe um pouco mais sobre a diferença entre os produtos. Mas não é só isso que define um produto sustentável. Outro ponto muito importante – e bem mais fácil de observar – é a embalagem.



DE OLHO NA EMBALAGEM

Idade da pedra, idade do bronze, idade do ferro... A humanidade já passou por todas e, segundo alguns teóricos, agora estamos na “Idade do plástico” - Tem até um documentário curtinho, mas bem legal, lançado o ano passado que fala sobre isso. Vamos colocar o link para o Youtube no fim do post para você dar uma olhada ;). E a menos que você esteja lendo esse texto em um ambiente como uma praia deserta ou em uma floresta tropical, basta uma simples olhada para os lados para ver vários objetos feitos com plástico. Em alguns deles, a substituição por outro produto é quase impossível (por enquanto), mas exis-tem alternativas em um dos lugares onde os plásticos são mais usados: as embalagens.


Sabe aquele perfume que nem é tão legal, mas você comprou por ter a embalagem bonita? Então. São grandes as chances de ele ter sido fabricado de um jeito não muito amigo da natureza: (alta emissão de carbono, uso de petróleo e tudo o mais). Mas a boa notícia é que muitas empresas estão prestando mais atenção na produção das embalagens – e caso, você não esteja fazendo o mesmo, é hora de começar.


Fique de olho na matéria prima do produto que você vai comprar. E não estamos falando só de papel reciclado: o ‘plástico-verde’ - que tem esse nome, mas nem sempre essa cor – é feito de cana-de-açúcar e coloca o petróleo para escanteio.



USE DE NOVO!

Lembra dos vidros de refrigerantes retornáveis? Foi com eles que a ideia de reutilizar em-balagens começou a ficar popular e atualmente vários tipos de produtos fazem a mesma coisa, inclusive os cosméticos. Refis estão ganhando força e fazem bem não apenas para o meio ambiente: seu bolso também agradece, porque estes produtos são geralmente mais baratos.



ENCONTRE O QUE VOCÊ REALMENTE GOSTA!

Outro ponto da beleza sustentável é a longevidade. Incentivos para comprar por impulso não faltam e de tanto comprar usamos coisas por uma ou duas vezes e já jogamos fora. Batom, por exemplo. As mulheres não têm só um – e nem dois – por isso não é muito difícil achar uma cor esquecida lá no fundo da gaveta que nunca foi usada. Ou então shampoos. Aparece um lançamento legal, você acha que pode deixar seu cabelo mais bonito/se-doso/com ou sem volume/etc e compra, só pra testar. Chega em casa, lava o cabelo e vê que o cabelo estava melhor sujo, tão estranho o resultado. Vai usar de novo? Claro que não.


Mas e aí, como mudar? Afinal, boa parte da graça na maquiagem e beleza é descobrir novas coisas e testar! Não queremos que você pare de fazer isso e a solução é simples.


Descubra as marcas que você confia e gosta. As chances de decepção com produtos feitos pela mesma empresa são menores, e o desperdício também. Caso você compre algo e não goste – porque né, acontece – passe para um amigo em vez de jogar fora ou deixar de lado até ver que a data de validade já passou faz tempo.


Viu? Beleza sustentável não é um bicho de sete cabeças. O tempo em que achar um pro-duto ecológico era difícil já ficou pra trás. Hoje tudo se trata de escolhas conscientes sobre o que você compra e usa. Você fica mais bonit@ e o planeta também.

 
 
 

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