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Gripe suína: o que é e como evitar

  • 18 de mar. de 2009
  • 3 min de leitura

Jornal do SINPEEM, maio 2009

Mais de 20 países, inclusive o Brasil, já confirmaram casos de contaminação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até a primeira semana de maio já haviam sido confirmados 4.694 casos da gripe no mundo.

Depois da gripe do frango e da síndrome da vaca louca, uma nova epidemia toma conta dos noticiários e assusta as pessoas pelo mundo. Autoridades canadenses descobriram que o que parecia ser um surto de gripe comum, no México, se tratava de uma leva incomum do vírus da gripe suína, que pode ter sido a causa de morte, até o momento, de 53 pessoas, sendo 48 no México, três nos Estados Unidos, uma no Canadá e uma na Costa Rica.

Como o vírus funciona

Trata-se de uma doença respiratória aguda altamente contagiosa causada por uma variação do vírus Influenza, conhecido como H1N1, que geralmente afeta apenas os porcos. Como todos os vírus de gripe, os suínos também sofrem mutações. Os porcos podem ser infectados por vírus de gripe aviária e humana. Caso todos contaminem o mesmo porco, ocorre uma mistura genética que pode dar ao vírus a capacidade de afetar humanos, como agora.

A OMS declarou que a gripe é uma “emergência em saúde pública de alcance internacional” e que não há como conter a doença. Embora ainda não seja considerada uma pandemia (epidemia global de uma doença grave e nova), esse estágio pode ser alcançado rapidamente. Com isso, a gripe suína H1N1 representa o maior risco de pandemia desde que a gripe aviária reapareceu em 2003, matando 257 dos 421 infectados em 15 países.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil dispõe de 54 hospitais de referência para atender eventuais novos casos de gripe suína. Há ainda medicamentos prontos para tratar 12,5 mil pessoas e nove milhões de doses em pó para futura fabricação. Até o fechamento desta edição do Jornal do SINPEEM, oito casos da gripe haviam sido confirmados no Brasil.

FORMAS DE CONTÁGIO

É importante lembrar que o consumo de carne suína e derivados não traz risco algum de contágio. Não há registro de transmissão da gripe por ingestão de alimentos preparados adequadamente. O vírus não resiste ao cozimento em temperatura superior a 70º C, como é recomendado na preparação de carnes para o consumo humano.

Apesar disso, muitos países aproveitaram para impor restrições comerciais à importação de carne suína proveniente dos países onde foram confirmados casos de contaminação.Trata-se, na verdade, de uma manobra de para restringir as importações e favorecer a produção local, sendo que, em condições normais, essa tática seria rechaçada pela Organização Mundial do Comércio.

Normalmente, a transmissão acontece quando há contato direto com porcos. Entre transmissão do porco para o homem, o vírus passou a ser transmitido de pessoa para pessoa. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pelo espirro ou tosse de pessoas infectadas.

SINTOMAS

Os sintomas da gripe suína costumam ser os mesmos da gripe comum: dor de garganta, febre súbita, tosse seca e dores musculares, mas podem ocorrer vômitos e diarréia. O vírus pode atingir os pulmões, causando pneumonia (que leva à morte pela insuficiência respiratória) e também os deixando suscetíveis a outras bactérias.

A maioria dos países tem estocado duas drogas antivirais como forma de prevenção da doença, mas, segundo a OMS, a produção de uma nova vacina pode levar meses. A vacina antigripal comum pode conferir uma proteção parcial, já que o vírus da gripe suína é diferente do que está na vacina.

Por enquanto, as principais formas de prevenção são evitar o contato com pessoas doentes, não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal e lavar as mãos com frequência. As máscaras de rosto, já comuns nas ruas da Cidade do México, oferecem proteção muito baixa, segundo os especialistas. A primeira pessoa a ser identificada com o vírus foi o mexicano Edgar Hernandez, de cinco anos.

 
 
 

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